O comércio exterior de Goiás fechou 2025 com exportações totais de US$ 13,4 bilhões e superávit da balança comercial de US$ 8 bilhões, resultado 20% superior ao registrado em 2024.
Os dados constam no Boletim do Comércio Exterior – janeiro a dezembro de 2025, elaborado pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), vinculado à Secretaria-Geral de Governo (SGG).
Para o titular da SGG, Adriano da Rocha Lima, os números refletem a força estrutural da economia goiana e a inserção estratégica do estado no comércio internacional.
“O resultado de 2025 demonstra a competitividade do agronegócio goiano e a consolidação de Goiás como protagonista no comércio exterior brasileiro. O crescimento do superávit, aliado à diversificação de mercados, reforça a solidez da nossa base produtiva e a capacidade do estado de ampliar sua presença no cenário internacional”, afirma.
Balança comercial de Goiás 2025
No acumulado do ano, as exportações cresceram 8,9% em relação a 2024, enquanto as importações somaram US$ 5,3 bilhões, com retração de 4,4%. Apenas em dezembro de 2025, as exportações alcançaram US$ 1 bilhão, alta de 24,8% frente ao mesmo mês do ano anterior, com superávit mensal de US$ 613,7 milhões — crescimento de 77%.
No ranking nacional, Goiás ocupou a oitava posição entre as Unidades da Federação exportadoras, respondendo por 3,8% das exportações brasileiras.
“O resultado demonstra o trabalho realizado em conjunto com todos os empresários que fazem a economia girar. Com segurança jurídica e avanços na inserção dos produtos goianos no comércio exterior, temos conseguido colocar Goiás em destaque na rota do comércio internacional”, destaca o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna.
Agronegócio
O agronegócio manteve papel central na pauta exportadora goiana, sendo responsável por 81,4% de tudo o que o estado vendeu ao exterior em 2025. O setor movimentou US$ 10,9 bilhões, com crescimento de 7% na comparação com 2024. Os destaques foram:
complexo soja: US$ 6,2 bilhões (46,5% do total exportado);
complexo carne: US$ 2,7 bilhões (20,6%);
complexo minério: US$ 1,8 bilhão (13,4%);
milho e derivados: US$ 1 bilhão (7,6%), com alta de 22,4%.
Juntos, soja, carnes e minério responderam por 80,6% das exportações estaduais, evidenciando a forte presença das commodities agrícolas e minerais na economia goiana.
Principal destino
A China permaneceu como principal destino das exportações dos produtos goianos, com US$ 5,8 bilhões (43,4% do total) e crescimento de 8,5% em relação a 2024. Em seguida, aparecem os Estados Unidos, com US$ 641 milhões (4,8%), e crescimento expressivo de 57%, e o Irã, com US$ 392 milhões (2,9%) e alta de 95,9%.
O boletim aponta avanço nas negociações comerciais com o México. Foi registrado crescimento de 148,3% nas compras de produtos goianos, especialmente de carnes na comparação com 2024.
Importações
As importações totalizaram US$ 5,3 bilhões no acumulado do ano. Os principais produtos adquiridos foram: Produtos farmacêuticos: US$ 1,9 bilhão (36,2% do total); Veículos, tratores e partes: US$ 773 milhões (14,4%); Reatores e equipamentos mecânicos: US$ 689 milhões (12,9%). A China liderou como principal país fornecedor (25,2%), seguida pela Alemanha (12,3%) e pelos Estados Unidos (9,2%).
Municípios
Rio Verde foi o maior exportador do estado, com US$ 3,4 bilhões (29% do total), seguido por Jataí (9,6%) e Mozarlândia (5,8%). Os dez principais municípios concentraram 69,8% das exportações estaduais.
No campo das importações, dez municípios responderam por 96,3% do total importado. Anápolis liderou, com US$ 2,1 bilhões (40,3%), seguida por Catalão (20,8%) e Aparecida de Goiânia (15,3%).
O Boletim do Comércio Exterior – janeiro a dezembro de 2025 está disponível na íntegra no site do Instituto Mauro Borges, com análises detalhadas por produtos, municípios e países parceiros.
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